AS FICHAS


A organização do aprendizado em fichas tem o objetivo de aumentar a capacidade de assimilação da matéria, e ao mesmo tempo possibilitar o controle do conjunto de disciplinas, mantendo próximos da memória mesmo os assuntos estudados meses atrás.

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O QUE É UMA FICHA DE ESTUDO?

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No método uma ficha quer dizer:

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LOCAL DE ARMAZENAMENTO

CONDENSADO DE INFORMAÇÃO

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Na palavra condensado está uma das principais características que diferenciam a FICHA de que trato das outras fichas tão amplamente divulgadas no boca-a-boca de quem vive estudando. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, e este é uma das inovações deste método.


Condensado quer dizer filtrado, o que foi apurado, traduzido, codificado pelo aluno sobre determinado assunto. Não pode ser confundido com um relatório de estudo.

Esta FICHA segue a ideia do que se vê todos os dias (hoje nem tanto) nas ruas das cidades: os OUTDOORS. Quando bem feitos não passam despercebidos e por isso são utilizados para transmitir uma mensagem de forma rápida e marcante.

Abstraindo da poluição visual que causam, o que vemos nos outdoors? Mensagens curtas, às vezes sem palavras, somente figuras, fotos, símbolos, paisagens, animais, marcas, etc.

Estamos olhando para códigos que serão traduzidos em nosso cérebro, com o objetivo de produzir o efeito de lembrar do produto ou marca de uma forma positiva. O outdoor é parte do que na publicidade é conhecido como campanha.

Os publicitários não estão ali para brincadeira. Estudam durante anos uma forma de chamar a nossa atenção sem serem chatos. O objetivo é ser LEMBRADO.

As FICHAS serão como pequenos OUTDOORS em nossa campanha para a aprovação em concursos públicos.

 

A mensagem não pode ser poluída e cansativa. Não é este o perfil da ficha. Poderão existir fichas com textos, fórmulas, partes da lei e até um pouco mais carregadas do que outras. Às vezes é inevitável, não é pecado, ainda falaremos mais a respeito. Mas por hora, a regra é a simplificação da mensagem.

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A MENTE LÊ O VAZIO

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Para entendermos este trabalho da mente com os “espaços vazios”, antes entraremos no assunto Lado Direito e Lado Esquerdo do cérebro, que é o coração desta técnica que revolucionou a minha vida.

Mas antes, terminando este pequeno capítulo de introdução ao principal assunto do livro, tenho que frisar algo deveras importante: o método que desenvolvi não é o mapa mental tradicional, nascido na década de 70 na Universidade da Califórnia, que muito se divulga e que tem o seu valor.

Meus amigos, para o concurso de Auditor cheguei a desenvolver 3.500 fichas, quase todas com frente e verso, totalizando assim quase 7.000 micro resumos de pontos das matérias.

Aqueles mapas mentais que você encontra quando digita por exemplo em uma busca no Google a expressão "mapa mental", são equivalentes aos fichões, que ainda abordaremos mais a frente nesta obra.

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MAPA MENTAL É DIFERENTE

DAS FICHAS

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As fichas são centros de informações muito menores. Tem o tamanho de uma foto 10x15, não precisa de muito enfeite, exagero de cores e tanto capricho.

Já me perguntaram muito sobre esta questão de cores. Confesso que não era uma preocupação quando criava as fichas, mesmo porque com o material se avolumando, era impossível lembrar qual a cor que eu gostava de escrever determinado assunto. Em resumo, até fiz algumas fichas com lápis de cor ou caneta diferente, mas foram poucas.

Para clarear um pouco, publiquei no facebook uma coletânea de fichas que podem dar uma visão melhor do centro deste método. Lá vocês verão que minha letra parece de criança, meus desenhos são de palitinho e o conjunto não é tão harmônico, ou seja, parece trabalho de um amador, e é mesmo.

Quando cortamos o preconceito de errar, de fazer feio, de ser imperfeito, voltamos a ser crianças, que com o maior zelo do mundo fazem aquela obra de arte aguardando o elogio dos pais; crianças que não têm papas nas línguas de falar tudo errado, tanto que chegam em outros países e aprendem os idiomas muito mais rápido que os pais.

Enfim, vejam este material e se assustem com o que me levou à aprovação. Na verdade essas fichas já são bem melhores do que as iniciais que fiz pelos idos do ano de 1999 (nossa, 20 anos!). E deu tudo certo.

Portanto amigos, não se acanhem, e tenham a grata surpresa de ver como qualquer um pode fazer as fichas de que tanto falo.

Ainda falaremos muito sobre elas, mas para abertura dos trabalhos, temos um começo. Clique no quadro abaixo para visualizar alguns modelos contruídos na época em que estudei para Fiscal da Receita (não se assustem, é isso mesmo).

Como concurseiros seremos SACANEADOS.png
Capítulo sobre as Fichas

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