O aluno que está se dedicando a um concurso público deve procurar manter uma linha de estudo de matérias pertencentes a um tipo de prova, ao invés de ficar estudando todas as matérias de todos os concursos que existem.
 

Explicando melhor:


Um dia você encontra com o candidato e pergunta para que concurso público ele está estudando. Ele responde para o da Polícia Federal. Daqui a uma semana você encontra com ele de novo, faz a mesma pergunta, e ele já responde que está estudando para o de Oficial de Justiça. Um mês depois ele já diz que continua estudando para o da Polícia Federal, para o de Oficial de Justiça, e agora começou a estudar para o de Fiscal da Receita Federal.


É engraçado, mas é muito comum. Na ânsia de passar para qualquer coisa, o candidato acaba querendo lutar em diversas frentes de batalha. Começa na verdade a se perder.


Cada concurso tem a sua história, sua peculiaridade, seu caminho próprio. Somente os que decidem, de corpo e alma, trilhar as matérias exclusivas daquele concurso terão a chance da vitória. Mais do que abdicar do lazer e de outras distrações (o que não recomendo de todo), o candidato deve saber deixar de lado outros concursos e outras oportunidades.


Qual a alternativa para não nos restringirmos a um único concurso e corrermos o risco de apostarmos todas as nossas fichas em um único jogo?

A saída é escolher um concurso que tenha uma boa variedade de matérias que também façam parte de outros concursos. Um exemplo é o de Auditor Fiscal da Receita Federal. Além deste, com matérias muito parecidas também estão o de Auditor Fiscal do INSS e o de Auditor Fiscal do Trabalho; e ainda o de Analista de Comércio Exterior.


Pergunte ao coordenador de um cursinho quais são as matérias de cada concurso e quais os concursos com matérias semelhantes.


Escolha um concurso chave que tenha uma boa quantidade de matérias. Isso torna o seu estudo mais flexível a outros concursos que possam aparecer.

Pedi para que este capítulo fosse lido no meio do capítulo “A Prova de Fiscal” porque isso aconteceu comigo. Tinha em mãos a matéria básica do concurso público de Auditor Fiscal da Receita Federal. Porém faltavam-me ainda as matérias específicas, as quais dois meses antes da prova não tinha sequer o conhecimento do que se tratavam.


Como já tinha quase 80% de domínio na matéria central daquele concurso, foi mais fácil deslocar uma quantidade maior de tempo na reta final para o estudo concentrado das matérias relativas à área Aduana, que eram de Comércio Exterior e Relações Econômicas Internacionais, porém sem esquecer de manter a iluminação diária dos cômodos da casa, sempre relendo as fichas sobre as outras disciplinas.

Este exemplo expõe de forma clara o que quero dizer sobre a concentração dos estudos em um ramo dos concursos públicos. Foi exatamente o que ocorreu. Estava preparado com o básico do concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal e, de repente, quando veio o edital, me faltavam apenas duas matérias para estudar. Por coincidência o concurso que veio foi o de Fiscal da Receita Federal. Mas se caso viesse o de Auditor Fiscal do Trabalho ou o de Auditor Fiscal do INSS, também estaria preparado para pegar somente as matérias específicas e prestar o concurso com grandes chances de aprovação.


Confirmando ainda mais esta teoria, dou como exemplo o concurso de Analista de Comércio Exterior que fiz um mês após já ter sido aprovado no de Auditor Fiscal da Receita Federal. Basicamente este novo concurso era composto das mesmas matérias do concurso de Auditor, acrescentando-se
apenas economia e espanhol.


Algumas questões cobradas em economia constavam do programa de Comércio Exterior e Relações Econômicas Internacionais. Consegui chegar ao mínimo exigido. Em espanhol usei o bom senso, auxiliado por uma interpretação de texto que estava razoável de entender.


Esta prova ainda cobrou uma redação de 25 linhas sobre um assunto relativo às Relações Econômicas Internacionais, a qual só pude desenvolver com mais facilidade devido ao que já havia estudado para a prova de Auditor.


Fui aprovado neste concurso, apesar de desconhecê-lo até a publicação do edital.


A mensagem deste capítulo é: procurem um concurso chave que lhes dará a base para optar por outros concursos que possam surgir no caminho, bastando o estudo de alguma matéria específica que naturalmente deve ser cobrada.


NÃO ATIRE PARA TODOS OS LADOS

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OS FUTUROS APROVADOS COMEÇARAM A ESTUDAR MUITO ANTES

DA PUBLICAÇÃO DO EDITAL

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