Devemos compreender que nosso corpo também é uma máquina que responde e trabalha de acordo com as circunstâncias. É possível um carro andar quando o motor superaquece? Ou um avião se manter no ar com suas turbinas desligadas? Ou um navio flutuar com seu casco furado?


Nosso corpo a mesma coisa. Somos uma máquina de pele, ossos e neurônios. Muitos colegas acreditam naquela imagem, quase cinematográfica, do estudante estudando às 3 da manhã com o auxílio de luz de velas, cansado e sonolento, mas determinado, fazendo um verdadeiro sacrifício...


Sinto muito, mas a vida não é este filme.


Estudar cansado é simplesmente improdutivo e perda de tempo. Nossa mente precisa de combustível, liberdade, amplidão, espaço, conforto. Se maltratarmos a máquina, conseguiremos apenas a resposta implacável que ela mesmo nos dará: “não consigo mais aprender”.


Se fingirmos que somos surdos e não atendermos ao que nossa mente está tentando dizer, o resultado será pior ainda. Terminaremos aquele tópico de estudo achando que realmente concluímos mais uma etapa, mas na verdade não assimilamos a matéria de forma completa. O resultado é que algumas conexões do raciocínio ficam prejudicadas naquele ponto do estudo, e muitas vezes esses pontos obscuros nos impedem de ter uma visualização mais completa da matéria.

É importante saber identificar o momento em que nosso corpo dá o sinal de cansaço, o momento em que ele pede um tempo, quando devemos levantar da cadeira e simplesmente desabar na cama ou no banco da praça mais próxima, ou como explicarei a seguir, ao invés de levantar, afastar os livros e deitar ali na mesa de estudos mesmo.

 

Para ser vencido, o cansaço cobra tanto a preparação mental como a física. Vamos dividi-lo em duas partes: Uma é aquela em que estamos estudando à pouco tempo, longe de concluir nosso “Cronograma diário de estudo”, e de repente “ele” surge momentaneamente. Neste caso a solução é simples: durma entre os livros e cadernos na mesa.

 

 

 

 

 

 


 


Em estudos a respeito do sono foi verificado que nosso corpo, além do sono habitual de 6 a 8 horas, também pede alguns momentos de sono durante o dia. Podemos até encontrar nesta necessidade a explicação para aquela tradicional sonequinha depois do almoço.


Pode ser que o seu relógio biológico não esteja exatamente ajustado para dormir a esta hora, mas de repente às 16:00h ou 18:00h, cada pessoa tem a hora do dia em que bate aquela vontade de tirar um rápido cochilo. Ou pode ser que você não tenha hora nenhuma.


Não é obrigatório que este momento exista para você passar nos concursos! É natural acontecer uma sonequinha entre livros e cadernos. No entanto é bom lembrar que não se trata de um sono de horas, o que não retira seu poder regenerador. Nossa mente recupera a capacidade de assimilação. Muito melhor do que continuar estudando sem dar ouvidos aos gritos do corpo.
 

O outro tipo de cansaço é aquele no qual seu corpo inteiro clama por descanso. Você já estudou um período bem próximo do que estuda normalmente, não se trata apenas de um cansaço de olhar para a mesma matéria durante 2 horas. A questão aqui é um pouco maior. Muitas vezes este cansaço é fruto de uma noite anterior mal dormida, de um jogo de futebol no dia anterior, de algum desgaste físico que você normalmente não está acostumado a fazer; afinal de contas você é um concursando e não um desportista.

 

Neste caso a melhor alternativa é largar os cadernos por esse dia e ir dormir. Descansar a máquina. Esquecer o que é estudar. Relaxar completamente.

 

O corpo precisa e muito disso. Pratique este hábito. Apenas relembrando. Esqueçam a imagem do estudar de madrugada, com um abajurzinho de luz fraca mal conseguindo iluminar seus cadernos. Como já disse, isso é muito bonito nos filmes e nas lendas urbanas de gente que gosta de mitificar o estudo. O que funciona de verdade é estudar com muita luz em volta, de preferência antes de meia-noite, e com muita disposição. Madrugada é feita para fazer amor, ver um filme ou simplesmente dormir e esquecer de concursos e trabalhos.

 

Porém, porém, porém... Se você é daquelas pessoas que tem fusos horários fora dos padrões normais ou trabalha de madrugada, apenas inverta os horários, mas continue dormindo entre 6 e 8 horas por dia.

 

Não adianta querer atolar o dia de estudos e não ter hora para dormir. A máquina mental precisa de descanso e recuperação.

O CANSAÇO

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CANSOU, DURMA

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