Logo que comecei os estudos para concursos, me senti um pouco perdido sobre como fazer para estudar tantas matérias de forma organizada e ainda por cima, guardar tudo na mente para acessar em um dia "tranquilo" de prova valendo.


A técnica e os princípios que utilizei possibilitaram a aprovação no 1° concurso que fiz para Auditor Fiscal da Receita Federal. Resolvi, a partir deste sucesso, relatar o método e a experiência de alguém que esteve lá no campo de batalha dos concursos e venceu.


O título do livro poderia ser Memórias de um soldado do campo de batalha, mas acho que muita gente iria confundir com literatura de guerra e, tenso como é o concurseiro, seus olhos passariam batidos pela prateleira da livraria.


Resolvi então aproveitar a frase: “concurso público é o caminho das pessoas comuns”, pois é algo em que acredito fielmente e que muito ajudou nesta caminhada.


Somos pessoas comuns: eu, você e seu vizinho. Apaguem essa ideia maluca de que existem “gênios”, isso é puro estereótipo de Hollywood, aliás, fica bem nos filmes. Mas na vida real não essas pessoas que vão ocupar as trocentas vagas oferecidas, nem as duas ou três.

 

Não acredito nos alunos com cara de mestres obscuros que guardam suas fórmulas atrás do guarda-roupa, ou nos que “nasceram gênios” com um dom divino de aprender tudo com um simples passar de olhos, isso é balela. Acredito sim em muito suor, obstinação, criatividade e dedicação. E para passar em um concurso público, é o essencial. Em meus tempos de colégio sempre fui um aluno nota 5 a 7, ou pior, sério.

Se achasse que só os alunos nota 9 e 10 passavam em concursos, nem teria começado a estudar e hoje, talvez, ainda estivesse pensando: “Ah se eu fosse um ‘bom’ aluno...

Sempre gostei de praia nos finais de semana, pelada com os amigos, namorar, ver televisão, cinema, viajar para lugares de natureza exuberante (vocês conhecem Ibitipoca, Lençóis, Marajó, Chapada Diamantina, Bonito ou a Ilha Grande?), cervejinha gelada na sexta, almoçar aos domingos com a família (tem coisa melhor?), enfim, uma vida totalmente normal e distante do imaginário do que seria um cdf (cabeça de ferro (na verdade utilizam outra descrição, mas evitemos os palavrões).


E mais, se conhecessem alguns colegas que passaram comigo neste concurso, certamente teriam um choque com a distância entre eles e uma turma de estudiosos bitolados. A qualidade ligada ao estudo, e presente em todos, com certeza é a determinação, a turma é braba. De resto, são pessoas comuns que dificilmente se enfurnaram em quartinhos para estudar nas madrugadas de sábado.

É claro que, em tempo de guerra nos estudos, a intensidade de atividades prazerosas diminui, dando lugar a tudo que se relacionar com o que apelidarei de novo Centro do Universo: o Concurso Público.


Outro motivo para escrever este livro foi a quantidade de dicas que fazem parte do método. Sempre que tentava transmitir tudo oralmente, acabava esquecendo de passar um ponto importante para quem perguntava.

 

Outras vezes as pessoas voltavam perguntando assuntos já explicados. Seria melhor que tudo ficasse escrito, de modo a poder ser consultado a qualquer momento em caso de dúvidas.

Qualquer candidato que esteja procurando ampliar sua capacidade de armazenar matéria pode utilizar este método, sejam estudantes de concursos públicos para qualquer cargo ou vestibulandos. Se aplica também aos que já passaram em um concurso e desejam aprimorar sua técnica para futuras disputas.

Eu usei para passar nos concursos aqui embaixo, mas estou falando sério, serve para qualquer concurso ou vestibular.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Esta é a parte vitoriosa da minha vida de concurseiro:


• Vestibular de Engenharia:
Universidade Federal do Rio de Janeiro – 1991
• Vestibular de Engenharia:
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – 1991
• Vestibular de Administração:
Universidade Federal do Rio de Janeiro – 1994
• Vestibular de Administração:
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – 1994
• Auditor Fiscal da Receita Federal – 2000
• Analista de Comércio Exterior – 2001
• Vestibular de Direito:
Universidade Federal do Pará – 2002


Disse “parte vitoriosa” porque é impossível um concurseiro não conhecer a derrota. Faz parte do negócio, mas disso falaremos no capítulo “Fiz Uma Vez e Não Passei”.

Para começar está bom, meus amigos. Quem veio até aqui neste primeiro capítulo está disposto a conhecer essa ferramenta que surgiu em minha vida e simplesmente mudou tudo. Acho que estava escrito, maktub.

POR QUE O LIVRO?